Enfim: Qual instrumento musical é mais fácil de aprender? Pois bem: Cada instrumento possui sua peculiaridade e dificuldades diferentes incluindo progressões distintas na rotina do estudante.

Nas primeiras aulas:
O piano ou o teclado apresentam certa facilidade nas primeiras atividades: o som emitido está ali, pronto, bastando ao estudante pressionar a ação da tecla para que as notas ocorram.

Ao violão, a guitarra ou ao contrabaixo, instrumentos de cordas pinçadas, e também ao cavaquinho, bandolim ou viola caipira, depende-se do desenvolvimento fisiológico, de certo controle motor, e da coordenação motora paralela entre as mãos. São instrumentos que atribuem a execução das mãos por sincronia. Mas o principal está que a primeira nota é uma conquista que chega em alguns dias de estudos – não imediatamente como o piano e o teclado.

Aos instrumentos de sopro dependemos da aquisição da embocadura e do controle do fluxo do ar. Como instrumento aerofônico, como o saxofone, o desenvolvimento do diafragma é tão importante quanto ao aprendizado da voz (também um instrumento!). Do trompete dependemos da canalização com impulsão do ar, e ao trombone ainda mais movimento e intensidade no diafragma.

A bateria necessita de resistência muscular, fisiologia, e coordenação dos quatro membros na ação do instrumento – braço direito, braço esquerdo, perna direita, perna esquerda. Em coordenação motora grossa, e o som também está ali pronto, basta tocar.
Se ao piano a emissão das notas se atinge de forma rápida, a independência dos membros é um desafio de estudo e prática contínua ao preparo muscular. A seguir ao pianista torna-se necessário desenvolver a independência entre as mãos. Se ao piano popular precisamos da formação de acordes e da criatividade, ao piano erudito precisamos da leitura em duas claves. Apareceram outras dificuldades, correto?

Tecnicamente todos os instrumentos possuem questões de articulação próprias e complexidade específica ao repertório. Estilo e execução. Comportamento em agrupamento. Protagonismo momentâneo. E linguagens características.

Cada instrumento então possui em seus estágios níveis de dificuldade podendo ser iniciais ou intermediárias. Não se engane com o início difícil ou muito fácil.

Como escolher então meu instrumento?
Em primeiro lugar: Qual o instrumento deseja aprender?

Isso traz anseio para atingir nosso objetivo. Aquele instrumento que mais chama sua atenção. Aquele som que te leva a reflexão. Que atrai. Que mexe.

Em segundo lugar: O instrumento combina com sua fisiologia?

Apenas um profissional poderá avaliar. Agende uma aula experimental, muitas instituições a oferecem com gratuidade ou solicite avaliação da coordenação pedagógica de sua escola de preferência. A fisiologia pode ser um obstáculo, mas não um impedidor.

Em terceiro lugar: Possuo a coordenação motora necessária para o instrumento que escolhi? O que preciso para desenvolvê-la?

Escola ou internet?
Procure uma boa escola de música. Um bom professor, especialista. E siga suas recomendações. Cada instrumento possui dificuldades em sua progressão, obstáculos que vencemos escolhendo o caminho correto. Mas lembre-se o professor indica o atalho.

O resultado chega a partir de uma progressão. Acredite. O desenvolvimento do instrumentista se dá por repetição. Somos como atletas que dependem de condicionamento físico.

Qual instrumento é mais fácil de aprender? Escolheu?
Vamos lá!

Reflita seguindo cada passo.

Estudar música é algo muito especial, que compõe alguns desafios. Não é algo intuitivo a priori, como o aprendizado de um eletroeletrônico.

Será necessário tempo e dedicação. Um bom instrumento. E orientação.

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